Oralismo

Na história houve uma época que tinha ampla valorização e aceitação da Língua de Sinais e a partir do congresso de Milão de 1880, a Língua de Sinais foi banida completamente na educação de surdos impondo ao povo surdo o oralismo. Devido à evolução tecnológica que facilitavam a prática da oralização pelo sujeito surdo, o oralismo ganhou força a partir da segunda metade do século XIX.
A modalidade oralista baseia-se na crença de que é a única forma desejável de comunicação para o sujeito surdo, e a Língua de Sinais deve ser evitada a todo custo porque atrapalha o desenvolvimento da oralização.
Essa técnica de leitura labial: ”ler” a posição dos lábios e captar os movimentos dos lábios de alguém está falando é só útil quando o interlocutor formula as palavras de frente com clareza e devagar. (...) a maioria de surdos só conseguem ler 20% da mensagem através da leitura labial, perdendo a maioria das informações. Geralmente os surdos ‘deduzem’ as mensagens de leitura labial através do contexto dito.
Na década de anos 60, brotou a língua dos sinais associada com a oralização, surgindo o modelo misto denominado de Comunicação Total que trouxe o reconhecimento e valorização de Língua de Sinais que foi muito oprimida e marginalizada por mais de 100 anos.

COMUNICAÇÃO TOTAL BILINGÜISMO PEDAGOGIA SURDA

Unidade 3