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UNIDADE
3: EDUCAÇÃO DE SURDOS |
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Como começou a Educação de Surdos? Como
leram a unidade 2 sobre História de Surdos, também a Educação de Surdos
até hoje, está sempre mudando através dos tempos.
Desde aproximadamente 500 anos atrás, constituem-se métodos de ensino para surdos, a educação através da Língua de Sinais, do Oralismo, e do Bimodalismo. Porém, essas propostas de ensino não ocorreram todas simultaneamente, cada uma ocorreu em diferentes períodos da história dos surdos. Vejamos agora, alguns dos principais educadores de surdos, e seus métodos de ensino. Segundo Eriksson (1998), existem várias histórias que explicam o surgimento e desenvolvimento do conceito de surdo no mundo. Antes de Cristo, os surdos eram tidos como “deuses” ou seres diabólicos, os quais precisavam ser punidos. Na Antiguidade, os surdos, devido ao fato de não falarem, não eram considerados “humanos”, nem cidadãos, mas sim incapazes. Eram até mesmo proibidos de casar. Por isso não estudavam e não freqüentavam escolas. A partir de 1500, na Idade Média, o médico italiano Girolamo Cardano (1501-1576), declarou que surdos poderiam ser ensinados a ler e a escrever sem a utilização da fala. Segundo Moura (2000), também existiram
vários educadores de surdos na Europa. Dentre eles, Frei Pedro Ponce de Leon
(1520-1584), monge espanhol, que ensinava surdos, filhos de famílias nobres a
ler os lábios, falar, rezar, e conhecer as doutrinas do Cristianismo. Ensinava
os surdos primogênitos das famílias nobres a falar para que tivessem direito à
herança. Vejam agora os dois principais educadores com métodos diferentes: Abade Charles-Michel de L´Epée (1712-
1789), francês, dentre os educadores mencionados, merece grande destaque por ter
sido o mais importante educador de surdos. Ensinou e apoiou os surdos, fundou a
primeira escola pública, o Instituto Nacional para Surdos-Mudos em Paris,
treinou inúmeros professores para alunos surdos, também criou métodos de ensino
(chamado de Sinais Metódicos), sendo a maioria dos sinais ensinados com a
primeira letra do alfabeto em francês, por exemplo, o sinal DIEU (Deus), com
primeira letra D. Observe a figura que mostra a estátua de L´Epée fazendo sinal
“Deus” com primeira letra D para criança surda.
Não foi
L´Epée quem inventou os sinais, nem o alfabeto manual.
Ambos já existiam há muitos anos, porém
não há registro exato. O alfabeto manual era
utilizado pelos monges com o objetivo de se comunicarem na Igreja,
porque necessitavam permanecer em silêncio. Porém, os
surdos já se comunicavam através de sinais.
Apresento dois principais professores
surdos: Jean Massieu (1772-1845), um dos primeiros professores surdos, francês, deu aula de Língua de Sinais no Instituto Nacional de Surdos-Mudos em Paris, durante 32 anos. Ela seria diretor do Instituto, mas foi afastado pelo médico Jean Itard. Deu aula em outras escolas francesas para surdos.
Há aproximadamente 500 anos, discutiu-se sobre qual seria o melhor ensino a ser trabalhado com surdos: Língua de Sinais ou Oralismo. Algumas escolas de alguns países optaram pelo método da Língua de Sinais, outras, pelo Oralismo. No ano de 1880, foi realizado um
Congresso Internacional em Milão com o objetivo de discutir o futuro da educação
para os surdos. Foi questionado se o ensino deveria se dar em Língua de Sinais
ou através do Oralismo. O método oralista venceu por vários motivos, dentre
eles, devido à idéia de que sem fala não existe pensamento (filosofia
aristotélica), etc.
Após o Congresso de Milão, os EUA continuaram preservando a Língua de Sinais, porém, a Europa, bem como outros países de todo mundo, adotou o Oralismo puro em suas escolas, causa do afastamento de professores surdos, permanecendo apenas professores ouvintes. Durante aproximadamente 100 anos de predominância do Oralismo, foram obtidos poucos resultados quanto ao desenvolvimento da fala, pensamento e aprendizagem dos surdos. Além disso, a surdez era vista apenas em termos clínicos, tendo como preocupação o estudo da perda auditiva, o desenvolvimento da oralidade, a articulação, etc. A comunicação de surdos, através da Língua de Sinais, se dava em ambientes escondidos como, por exemplo, no banheiro, no pátio das escolas, nos quartos de internatos antes de dormir, e nos pontos de encontros de surdos. Devido a esse fato, a Língua de Sinais nunca se extinguiu, permanecendo como língua na vida dos surdos. Agora observem os modelos educacionais na Educação de Surdos No princípio da história de educação de
surdos, os surdos eram considerados intelectualmente ‘inferiores’, por isso eram
trancados em asilos. Quando perceberam que os sujeitos surdos tinham a
capacidade de aprender, começaram a surgir pesquisas e experimentos de
diferentes metodologias e formas adaptadas de ensino. Clique nos links abaixo para conhecer os Modelos Educacionais de Educação de Surdos: |
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