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Inclusão
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Vocês sabem como começou a política de inclusão de
surdos nas escolas de ouvintes? No ano de 1994, os representantes de mais de
oitenta países se reúnem na Espanha e assinam a Declaração de Salamanca, um dos
mais importantes documentos de compromisso de garantia de direitos educacionais.
Este documento declara as escolas regulares inclusivas como o meio mais eficaz
de combate à discriminação e ordena que as escolas devam acolher todas as
crianças, independentemente de suas condições físicas, intelectuais, sociais,
emocionais ou lingüísticas. A política evidenciada na Declaração de Salamanca
foi adotada na maioria dos países e na elaboração da Lei de Diretrizes e Bases
da Educação (lei nº 9394/96).
Muitos especialistas defendem a inclusão dos alunos surdos desde o início da sua escolarização em escolas de ouvintes, mas as conseqüências deste processo têm contribuindo para a frustração educacional de muitos sujeitos surdos quando não é respeitado o direito que as crianças surdas têm de aprenderem a língua de sinais. Vemos muitos sujeitos surdos concluírem o Ensino Médio sem saber escrever sequer um bilhete. Para a inclusão dos surdos nas escolas de ouvintes, é necessário que as mesmas se preparem para oferecer a esses alunos os conteúdos pela língua de sinais, através de recursos visuais, tais como figuras, língua portuguesa escrita e leitura, a fim de desenvolver nos alunos a memória visual e o hábito de leitura; que recebam apoio de professor especialista conhecedor de língua de sinais e que tenham intérpretes de língua de sinais nas aulas, após os alunos surdos terem adquirido a Língua de Sinais, para um maior acompanhamento das atividades e acesso ao conhecimento. Outra possibilidade é contar com a ajuda de professores surdos, que auxiliem o professor regente e trabalhem com a língua de sinais nas escolas. O Brasil necessita perceber o sujeito surdo como um sujeito que tem uma diferença lingüística e cultural. Adaptado: PERLIN, Gládis; STROBEL, Karin. Fundamentos da Educação de Surdos, 2008. |