Unidade 6 - Deficiência
Mental Caros alunos/educadores, nesta unidade iremos estudar, refletir e debater a respeitos de vários aspectos relativos à deficiência mental: características, etiologia, distribuição populacional, potencialidades e dificuldades. Ao retomarmos a história das pessoas com deficiência e a forma como suas problemáticas vêm sendo consideradas ao longo do tempo, constatamos que as mesmas vêm trilhando um longo e tortuoso caminho, desde as práticas de “exposição”(um eufemismo que encobria a realidade do abandono para a morte) até a crença em suas possibilidades de aprendizagem, bem como a sua inserção na sociedade de forma mais ampliada. Esse processo foi ainda mais difícil para as pessoas com deficiência mental. Passaram pela Inquisição, período em que muitas foram torturadas e mortas por estarem “possuídas” por forças do mal. Tempos mais tarde, começaram a ser isoladas em asilos, que constituíam-se em locais onde as pessoas praticamente não tinham sequer suas necessidades básicas atendidas. Isso acontecia porque a medicina começou a se ocupar do estudo da idiotia (assim a deficiência mental foi denominada por bastante tempo) e definiu-a como um quadro puramente orgânico e sem possibilidades de alterações ( ou seja, aprendizagens). Para esses locais eram enviadas todas as pessoas consideradas desviantes conforme os padrões de normalidade então vigentes. Ao longo do tempo, especialmente a partir da segunda metade do século XX, muitas mudanças vão acontecer em termos de avanços científicos, transformações sociais, bem como na própria pedagogia, fazendo com que a inclusão das pessoas com deficiência passasse a ser defendida nas mais diferentes esferas da sociedade, inclusive nas escolas. O processo de inclusão escolar já vem acontecendo há alguns anos (na Europa iniciou na década de 60) e tem provocado intenso debate, fomentado muitas pesquisas, modificado políticas públicas, e todo esse processo reflete-se diretamente no cotidiano escolar. Entretanto, ainda é possível observar que as pessoas identificadas como portadoras de deficiência mental são aquelas que, novamente, vêm encontrando maiores dificuldades nesse processo. Como vocês terão oportunidade de ler nos textos, a deficiência mental é um quadro complexo, cujo diagnóstico não é simples de ser feito. Além disso, por apresentar um rendimento escolar diferenciado em relação aos colegas, em geral é um aluno que demanda uma série de modificações no contexto escolar, envolvendo currículo, conteúdos, intervenção pedagógica, avaliação, apoios... Desta forma, o aluno com deficiência mental tem se deparado com bastante resistência à sua entrada no ensino comum. Por isso, é fundamental que esse quadro seja estudado e melhor compreendido para que a escola possa promover as transformações necessárias pra viabilizar sua efetiva aprendizagem. Assim, dedicaremos a esta unidade 10
horas, ou seja, 2 aulas/semanas.
Para iniciar solicitamos aos alunos a leitura dos
textos indicados na Sala de Leitura:
Leituras
Complementares: "Prevenção às deficiências". Disponível em: http://www.apraespi.org.br/Prev_def.htm "O Sujeito com deficiência mental: processos de aprendizagem na perspectiva histórico-cultural." Alexandra Ayach Anache e Albertina Mitjáns Martinez (2007:43-53). * Este texto está disponível na pasta da disciplina nos Pólos. Os itens 1 e 2 do Capítulo I do livro indicado (Atendimento Educacional Especializado - AEE - Deficiência Mental disponível em AEE - Deficiência Mental). Texto:
A produção textual de alunos com deficiência
mental. Rita Vieira de Figueiredo. Revista
Inclusão nº 3, página 26, disponível
em: www.mec.gov.br. Localizando
o texto: Entrar no Portal do MEC,
entrar em Secretarias;
clicar em SEESP. Clicar
em Publicações.
Revista Inclusão nº 3. Texto: "Quando eu entrei na escola... memórias de passagens escolares", de Mônica Kassar. Texto: "Deficiência mental e família: implicações para o desenvolvimento da criança", de Silva e Dessen. Texto “Deficiência Mental, Imaginação e Mediação Social: um estudo sobre o brincar” (Pinto; Góes, 2006). |