GLOSSÁRIO

Controle social: conjunto de intervenções construídos por cada sociedade ou grupo específico, a fim de dar conta da normatização e da fiscalização dos usos feitos de tudo o que advém da coisa pública.

Democracia: conjunto de procedimentos para a formação de um governo, baseado fundamentalmente de escolha de representantes por meio do voto, obedecendo-se os critérios construídos para esta escolha e a noção de igualdade de peso entre todos os votantes.

Estado: base da organização moderna que se configura nas instituições públicas governamentais organizadoras de todo o aparato político, representativo, econômico e jurídico da sociedade.

Estado de bem-estar: na ciência política contemporânea, o conceito de política de bem-estar provém da generalização do Estado de bem-estar durante as primeiras décadas posteriores ao fim da Segunda Guerra Mundial, o Welfare State britânico.
O Estado de bem-estar aparece, em primeira instancia, como o conjunto de instituições, direitos e regras através dos quais a sociedade contemporânea transfere recursos financeiros, benefícios e serviços pessoais a todos os indivíduos, em suas diversas condições de gênero e/ou étnicas que adquiriram a condição de cidadãos de um Estado-Nação, com o propósito de assegurar-lhes um determinado nível de vida ou estatuto social.
Em segunda instância, o Estado de bem-estar representa a cristalização de processos macroeconômicos e macro-sociais nos quais convergem diversos elementos (como industrialização massificada do tipo fordista, a reorganização taylorista do trabalho, o corporativismo industrial, dentre outros). Esta última definição é particularmente importante para compreender a existência do Estado de bem-estar, porque nos permite situá-lo na dimensão histórica e social correspondente e que possibilitou seu surgimento e desenvolvimento (MENDOZA, 2000) 1.

Fordismo: modelo de produção idealizado por Henry Ford, que o inaugurou na produção automobilística na primeira metade do século XX. Traz como fundamento a idéia da produção de massa baseada na lógica da linha de montagem, que exigia basicamente trabalho ininterrupto e pouca ou nenhuma qualificação dos trabalhadores. “O Fordismo termina com a necessidade do trabalhador qualificado, com domínio do conjunto da produção e das máquinas, pois introduz a especialização nas máquinas. Além disso, separa as funções de planejar, pensar e executar tarefas. O trabalho passa a ser fragmentado e especializado, pois cada trabalhador se torna especialista em uma parte da produção, desqualificando, assim, o processo e o processo do trabalho”. 2

Neoliberalismo: designa a opção política de governos que defendem a necessidade de retirada da ação do Estado de determinadas áreas a fim de que se possa investir em outras, mais prioritárias